EU SEI CONTRATAR ?

Paulo – Fala André, meu grande amigo arquiteto!
André – E aí Paulo, tudo bem?
Paulo – Como vão as coisas no escritório?
André – Amigo, nem me fale! Tive que demitir meu arquiteto júnior essa semana. Já é o terceiro em 7 meses. Esse pessoal parece que não sabe como tratar os clientes. Por mais que eu ensine, a coisa não vai pra frente! Parece que tenho mesmo é que trabalhar sozinho! Vem cá, conhece algum profissional para me indicar?
Paulo – Tenho que ver…, mas o que ele tem que ter?
André – Primeiramente, tem que ser arquiteto…hahaha!
Paulo – Sim, concordo, mas o que mais?
André – Tem que ter alguma experiência em projetos de interiores e se souber inglês ajuda!
Paulo – Ok, vou falar com um pessoal e qualquer coisa te envio uns currículos, beleza?
André – Fechado! Valeu Paulo!

Questão encerrada! Em alguns dias André terá em mãos alguns currículos com excelentes formações técnicas e grandes possibilidades de aumentar o número de demissões em seu escritório. 

E por quê?

Duas são as possibilidades de resposta. Vamos à primeira!

          Quando você se preocupa única e exclusivamente com questões técnico curriculares, você é uma pessoa a frente do seu tempo e que está visando um futuro próximo ao buscar contratar um robô, um androide ou uma máquina que não falhe, não expresse sentimentos, não tenha reações emocionais, não tem dor de cabeça, dor de barriga, enfim, não seja humano.
         Talvez em um futuro, não tão distante, tenhamos algo assim, mas não agora! Enquanto esse futuro não chega, nós, seres humanos, precisamos, gostamos e queremos nos relacionar, conviver e trabalhar com outros seres humanos e preferencialmente de forma tranquila, equilibrada e pacífica.
         Por isso quando nos relacionamos profissionalmente com alguém, devemos levar em consideração que às suas características humanas foram acrescentados conhecimentos técnicos que permitem a execução de uma atividade profissional, porém a interação no ambiente profissional deve levar em consideração alguns fatores que não estão escritos em nenhum Curriculum Vitae. Esses fatores, com boa chance de assertividade, permitem identificar alguns elementos que compõem o complexo comportamento humano.
         Identificar os padrões de comunicação interpessoal, necessários a desempenhar uma função, permite reduzir significativamente o ruído das mensagens entre as pessoas, permite um maior discernimento entre o que é intencional do que não é, e acima de tudo pode reduzir conflitos desnecessários, pelo simples fato de saber quando parar ou quando prosseguir. Esse conhecimento é fundamental!
         Conhecer as formas de comunicação é importantíssimo, porém não é suficiente! Aliado a isso devemos também estar aptos a perceber nas pessoas o que de fato as motiva a fazer o que fazem, ou porque fazem! Todos temos molas propulsoras internas que nos lançam, as vezes até de forma imprudente, em determinada direção. Num ambiente profissional essas forças impulsionadoras não funcionam de forma diferente! Quando vemos alguém trabalhando de forma absurdamente feliz, e isso não é tão comum assim, logo nos vem à mente: – Que pessoa mais sortuda! Mas não é bem assim! O que acontece é a união de duas coisas muitíssimo importantes: 1 – Obviamente a pessoa faz o que gosta; 2 – O trabalho está ofertando aquilo que a pessoa gosta, para fazer o que faz de melhor. Ou seja, a pessoa é auto impulsionada a fazer, e o trabalho oferece o que deve ser feito!
         A união dos dois pontos até aqui explorados, entender a forma de comunicação de um profissional e os seus impulsionadores pessoais, mostra-se um conhecimento útil e eficiente para o desempenho de determinadas funções, mas como fazer emergir sua melhor performance?
         Para responder a essa questão, devemos olhar para dentro de nós mesmos e perguntar quais são nossas melhores habilidades? Afinal de contas, todos temos habilidades pessoais, algumas evidentes e outras nem tanto, mas todos as temos! Quais são aquelas habilidades que aliadas à nossa forma de comunicação e aos nossos impulsionadores, podem nos fazer profissionais de alta performance? Quais habilidades precisamos desenvolver? Quais devemos aprimorar? Quais devemos nos tornar experts?
         Quando você tem alguém com conhecimento técnico desejado, com uma forma de comunicação equilibrada e adequada, impulsionadores que sejam motivadores para desempenhar suas funções e um conjunto de habilidades que garantam uma alta performance, muito provavelmente você tem o profissional ideal para o trabalho. Isso é fantástico!

         Mas espere um pouco! Você tem o cargo adequado para este profissional? Ou por acaso você não tem a menor ideia do que esse cargo exige em termos de comportamento humano! 

         – Você sabe quais são os perfis de comunicação necessários ao cargo?
         – Você sabe quais são os motivadores exigidos e ofertados pelo cargo ao colaborador?
         – Você sabe quais as habilidades pessoais, veja bem, habilidades pessoais, não o conhecimento técnico, demandadas pelo cargo?

         Um cargo não deve exigir somente conhecimento técnico e nem ofertar somente salários e benefícios. Deve ir além, deve procurar observar o Fator de Plenitude Profissional de cada colaborador e estar adequado às ofertas e demandas que fazem de nós seres humanos e não máquinas.

         Estabelecer o PERFIL COMPORTAMENTAL DOS CARGOS de sua empresa, mais do que fundamental, é ESTRATÉGICO!

Um forte abraço!

Alvaro Urbanetz
Consultor APERCOM

P.S. Quanto à segunda possibilidade… não perca o próximo artigo!

contato@apercom.com.br​

EU ME CONTRATARIA?

Fim de tarde, quase noite, e sol se pondo… Logo depois de se despedir do Paulo, André foi para casa. Enquanto preparava um delicioso café,

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